segunda-feira, 23 de março de 2009

Angústia de fim de verão




















Águas de março fechando o verão
meu olhar verde amarelo
segue insistindo em não amadurecer
e amando sem praticamnete
ter motivo ou razão

Angústia que vem
Pelo verão que se vai

quieto e cheio de bossa
como um barquinho a navegar

E que passa como menina a caminho do mar

O outono tropical
da cidade maravilhosa
de encantos e contrastes mil
demora a dar o ar da graça

Falta a geral âmbar
da grande luz do universo
para iluminar as ideias


As emoções mudam
E assim sem mais nem menos
me reencontro com a minha estação

tento sintonizar o mundo
na canção de minha'lma

Os mergulhos espaçados
no mar
e no nada sei


Ó pátria amada Brasil
De Batucadas descompassadas
Onde até o certo vira incerto


se pudesse pular esta angústia de fim de verão

já teria saltado

e sem medo
de peito aberto
abismo
abaixo ou acima


mas se existe uma certeza nesta
vida
e pode ter certeza que esta habita
na ausência
no fim
na morte

e nas estações

que vão e vem
que nascem flosrescem e morrem

o que me resta se não saltar
o que me resta se não mergulhar

nada sei

apenas
que dentro de cada abismo há outro abismo

e que dentro de cada mundo há um infinito de mundos

e lá vou eu

por que hoje
já é outono

e se tenho que mergulhar no nada sei

que seja na minha estação...

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