sábado, 30 de junho de 2012

Intermezzi





















Na minha quase secreta melanconia

dissimulada atrás do cenário

de nome face

bem caracterizada de sorriso

maquiada de "segura de si"



algo como

"Nada me falta"



Mergulhei ...mas

não era mergulho

talvez nada

ainda que por breve instante

fez sentir-me que era tudo

e mais um pouco

e ainda mais

mais que tudo

mais que eu

mais que sonho



Brilho no olhar

coração palpitante

Nenhuma amargura

corpo

alma

pensamento

só doçura


pensamentos sintonizados

desejos alucinados



Num passe de mágicas

meu sorriso

já não era

(digamos assim)

uma estratégia de marketing

uma máscara

ia além das matemáticas

perspectivas

renascentistas

do antropocentrismo

das capacidades

interpretativas



sim

eu

certa

mais que reta

curva

do pensamento

de certa

estrada longínqua

além de mim

além mar

numa outra estação



por breve instante

TUDO

como outra vez queria estar

sem titubear



retornar

voltar



dizer que tenho toda a louca capacidade

de braços abertos mergulhar

de mãos vazias

( mente e coração repletos...cheios até)

abismo

nada levo

mas jogo-me com tudo

de alma inteira

faceira



e de volta ao sorriso

onde

de fato

nada se precisa ser



deixa apenas acontecer



E de longe

sem nada falar

ouvi

em letras garrafais

o desejo

do tudo por ele

por mim

e meu

por tudo

dele

e...



sonho

(nada é impossível de ser ...de acontecer)

sim eu

num sonho

eu um sonho

no pensamento

do fascinante sonho

que em mim habitava

e habita



mergulhei

na personagem onírica

efêmera luz dos sonhos

alheios

e a saltos largos

a dançar por eles

entre

florestas mágicas e fantásticas

na copa das gigantescas árvores

fada (quase) despudorada

eu um samba enredo

em língua estranha

a tentação

em forma de gente

distante e

onipresente

uma alucinada

de coxas saradas

piegas doçura

nas palavras encantadas



Nua em alma

entre mãos que desejavam

mergulhar

até chegar no tesouro

de nome corpo

tão presente

e tão distante




saída de emergência

para as dores da alma

de aromas enigmáticos

que variavam entre

o absinto do meu pescoço

e a baunilha marroquina





minha loucura

a crer que tinha em mãos

uma declaração

não sei ao certo

se era vacilante

carta de intenções

mal intencionadas

de destituir

do mundo

todo o pudor

tudo

ou só o nada

que é o sonhar




no mergulho de espontaneidades

deliciosamente indecorosas

todas as resistências

abandonadas



olhos míopes

espiando coisas

muito além

do que os olhos

podem ver




e muito além

simplesmente

vontades

um banho de tudo



perdidos no nada



entre

o tudo quero

e o nada posso



um oceano opressor



e a razão a falar

que em tempos de crise

está proibido sonhar



e meu sonho

voando

para outras bandas



volto ao mergulho

de mundo real

deixo de lado

a tragédia

aristotélica de nome

vida

e mergulho no intermezzi



entre tudo e nada

há de haver alguma coisa



e entre o sonho

e a realidade




o que será?

o que virá?

tudo

nada




ah ...cenas cotidianas

se forem vir ao meu ouvido

venham como

voz de um barítono

selvagem



e troque

toda e qualquer prudência



fazendo da cena

do desenlace

o ápice


obs(cena)



e tudo e nada

uma só coisa



e todas incertezas

ao alcance da mão



nada entre



em meio

ao meu

e ao teu caos



inteiros

dois

um



nada mais

tudo

não pode

ser tão absurdo assim




















































































quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mergulho fantástico de nome esperança



E em meio a mais um salto
Do abismo o que vejo
São teus olhos de mar
Em queda me ponho a flutuar
Na esperança ilusória
Do amar
O oceano
Todo um céu
Que se enche
De imagens
Tal recortes de papel
Janelas virtuais

Do oceano fantástico
Que criei
A partir
Dos olhos teus
Tão meus
Sonhos e lembranças
Tudo tão nada
 uma coisa só 

Sigo a transformar- te
Em caracteres
Como se assim tivesse
A capacidade de te trazer
Para bem perto de mim
Na morada de minhas mais
Humanas expectativas
Em meio ao salto
Sinto algo em meu corpo doer
E penso
Saltei errado
Só pode ser
Num salto ornamental
O erro pode estar no dedo mínimo
Mal apoiado
Num milionésimo de segundo
Que faz o equilíbrio do corpo tender
Mais prá lá do que prá cá
E  o salto
tão belo
Scabummm
Sai assim enviesado
E em meio aos mergulhos
de meu viver
Sigo mergulhando no teu ser
Segues sendo inspiração no meu viver
Mesmo sem saberes
Te transformo em doces ou atrozes palavras
és imagens de meu pensar e pesar a todo instante
E em todos os meus quereres
te desenho de todos os jeitos
faço fotos tuas
Em expressões, gestos e cores
Que sequer podes supor
E nada podes fazer para me deter
Sei mais da tua alma que tu mesmo
Conheço já todos os  matizes da tua aura
E ainda que não saibas
E ainda sem saber
Estás publicado
Na capa e contracapa
De meu viver
Entendo como ninguém
O tudo que há em ti
De meu nada sei
Sei cada detalhe das curvas de tua personalidade
E como um pintor que trabalha
Diariamente numa mesma tela
Busco as mesclas de teu ser como um novo matiz
De um equilíbrio de cor
 Mergulho
sabor
sempre
 teus olhos
 todos meus
estreitos
 laços
 inexplicavelmente 
presos a ti
 mergulho
espetacular
 te vejo
orgulhoso e livre
leão perdido
estrada que vem a mim

 nem percebes
que toda esta tua angustia
todo este teu pesar
estreito a mim
há de se terminar
não és mar
mas sim
o reflexo dele
infinito toldo azul
teto de nome céu
 da morada de minha estrela de  luz
venha  
sem titunear
e desta vez permita-se
sem julgar
apenas mergulhar
e me amar





quinta-feira, 26 de abril de 2012

Gosto de te transformar em palavras





Gosto de te transformar em palavras
Não porque as palavras sejam melhores que tu 
(Pois se assim fosse
                             as palavras nem mais existiriam)

               Ao transformar-te em palavras
É como se eu te eternizasse 
No infinito de mim mesma
Porque assim em palavras
                                te tenho
                                   sem te ter

Te vejo sem te enxergar
Te adoro insanamente 
sem necessitar que aqui estejas
                                              em carne
                                                  osso
                                                    pecado 
                                                tentação

Ao te transformar em palavras
                                                 já não és
                                           já não sou
Te sintonizo numa estação 
                                          só minha
                                                      só nossa
E te tenho a me fitar
               com teus olhos de céu

E te tendo assim já não preciso te ter 
                                                  ou temer
É como se todo sonho já tivesse forma
                   E toda forma
coubesse nas entrelinhas 
            de minha loucura

Ao te transformar 
                           em palavras
acabam-se todos os espaços
dissipam-se todas as dúvidas
abrandam-se todas as saudades

Te tenho
     E tendo
TUDO SE BASTA

Ainda que no papel 
todas as palavras 

( Doces ou amargas
    Fortes ou singelas)

detenham-se mudas
       São elas a melhor forma
           que encontrei 
de em metáforas te eternizar

Transformar-te em palavras
             é o que me faz 
                              por um instante 
deixar de simplesmente a distância te desejar
          é o que me acalma
me faz em meio ao caos
                                 serenar

(Não permite que eu possa sequer pensar em te odiar )

É loucamente , e de mil modos, te desvendar

Gosto de te transformar em palavras
De todas formas é a que melhor encontrei de para ti me desnudar



( escrita originalmente dentro do ônibus em 24 de outubro de 2011- 18h40-Florianópolis/SC/Brasil)
                                                      (digitada ao som de La Notte-Arisa)









sexta-feira, 23 de março de 2012

Mergulho no que não é... mergulho no que não foi...


De tantos mergulhos,
 seja na utopia de mim mesma e das coisas que sempre desejei ou
 nas expectativas não alcançadas... 
um mergulho tem me feito inúmeras vezes estar em estado de apnéia...
como se a falta do ar fosse um estado de graça...
como se o frustar-se fosse algo com sabor de dulce de leche uruguayo,
com a doçura do açucar brasileiro...
ou ainda fosse aquela suntuosidade dos sorvetes italianos...

Mas infelizmente não, 
a apnéia de que falo é no mergulho desencatado
onde a utopia vira hábito de desgosto,  
pedaço de desilusão ...

Faz-se crucial pensar no infinito...
no infinito que existe em todo amor
 até mesmo no amor dos que pensam que não existe amor,
 que não são
 que não foram...

em tudo há um clic...
as vezes uma palavra ...
um milionésimo de instante 
um segundo 
e eis que as coisas invertem
mudam a direção
o sonho vira pesadelo
 o amor ódio ... 

(eu tenho tido dificuldade de odiar ... não sei se por mergulhar na evolução ou pela ausência de algo que me faz atípica diante de um mundo que confunde o humano com falta de valores... acho as vezes que o que nao é o que nao foi seja uma esquizofrenia minha...porque eu podi me vingar ...e faria isto indecentemente bem ...mas ...e aí?) 

neste ponto
não adinta forçar o que nao foi 
o que já não é
pois tudo pode sempre piorar
no mergulho do que não foi...
as coisas que eram belas ganham uma dimensão monstruosas... 
o príncipe vira um chato
 a mocinha uma menina má...
a comunicação fica comprometida...

e mesmo que os corações tenham amado 
enlouquecidamente 
devotadamente 
trocado  as mais 
belas
  poéticas 
apaixonantes
juras de amor

mesmo que os corações orgulhosamente ainda se amem ...
o entendimento 

não é possível...

é como tentar recuperar o bolo abatumado ...
não há volta!!! 
depois que o vento o solou...
nem deus desce na terra e o transforma...

agora 
se deus tem a capacidade de fazer deste mergulho do que não foi 
ser além do que se pode ser
do que se sonha ser
do que sonhamos realizar

algo vai acontecer

( e eu voltarei aqui daqui um tempo num mergulho em que direi que nao sei mergulhar em deus ...
e que não permito ...e que penso demais e blá blá blá... e que estava errada no dia que duvidei de deus intervir no bolo abatumado de nossas humanas relações de nossos tortos amores)

de fato o que não é ...
talvez
 nunca tenha sido ...
tenha se perdido 
antes de ter se achado...
e o pior , 
só se acha quem já se perdeu ...
só se perde o que se tem seguro nas mãos...

(e não me venham com aquela palhaçada de que se fossse meu não tinha partido ... 
não não é nada disso ...)

o que faz que as coisas não sejam é a falta de  força e coragem para insistir
 insistir
 no humano, 
na diferença...
insistir 
no que se quer 
mas 
dá um certo trabalho
 toda diferença cabe no mergulho de descoberta deste novo..
na diferença aqueles que amam mergulham de alma inteira nos defeitos do outro
sem cobranças ou fugas...

(mas é fácil falar ...quando não se teve a capacidade de um mergulho  na integra)

onde se vai até a falta de ar ...
até o que nao pode ser ...
na apnéia da questao...

(eu nao sei mergulhar pela metade...embora tema a falta de ar...meus mergulhos sao de alma...mas eu tenho que sentir a alma do outro vibrando em mim como  uma cancao boa daquelas em que nao se cansa de ouvir 1, 10, 100, 1000 vezes ...)

nao há virtude em dizer que ama
 e nao querer bater os braços para nadar um pouco 
se correnteza esta forte...
nadar ... 
é um nada
 que mostra como queremos entender o tudo do outro ...

(eu sempre vou amar, sempre vou mergulhar, sempre vou ser eu em essencia...e o dia que minha alma nao estiver presente nas coisas que vivo faço digo ou escrevo melhor nao ser eu desistir do mergulho
ficar na superficie de mim mesma...no nada dos habitos bestas do cotidiano...)

mais nada
tudo 

um mergulho no que não é
um mergulho no que não foi

e agora
o que será?


--------


http://www.youtube.com/watch?v=lO8KC63t_b8



_______

domingo, 4 de março de 2012

Piacere sono l’ utopia



Oggi avevo voglia di svegliarmi con le speranze rinovatte di chi sveglia in un nuovo anno
Però un altra volta niente

Nulla
e
Tutto

e
Le cose già non sono

Recentemente ho pensato  che l ‘amore non sia per me
L' ilusione e l' utopie si
Ma l’amore
non

La vivono per non fermare di andare
Per non cessare il mio tuffo
Per colorare il mare del mio orgoglio

Però si l ‘amore non è una cosa per me
Cosa sarà allora?
Niente?
Tutto?

I soldi
non è stato per me
Anche la maternità
non fu fatta per me...

e cosi ...
cosa è ?
cosa sarà?
Niente di niente
???

La mia arte?
basterà?
Niente in più?

Le cose facile ho mai voluto!
Velocemente, neanche il nome mio sembra facile
Di dire
Di potersi  capire

Giorni hanno
dove
 ritengo
che anche
la vita non è  facile
neanche mai sara

per me non è la paura
Neanche il coraggio

Per me tutto non è
E davvero
Quello che sembrava tantìssime cose
(Quasi tutto)

mi ha già fatto credere
Per un attimo
Che non può  
Essere
Per me

( illusa !
L'ùnica cosa che ti rimanga è la  vuota realtà .
Il niente  che c’è in ogni giorni
E che insiste di restare
In tutto)

 Niente
Tutto
Due cose
La stessa cosa
tra il pezzo di qualcosa
sulla stradda
in mezzo
solo
io
me
e
per me
niente

...

Cosa potrà esistere lì?
Credo che il mio peccato
Sia stato
nel
tutto
che
 senza sapere
porto con me
e
senza volere
sembrare così
chiara
trasparente
e
rischiarsi
 da sempre
a sembrare
oscena
a gli  altri


 non sono santa
neanche puttana

non sono nulla
e inseguirei
così

niente in me
da sempre
è um verò casino
traboccante
sbagliato
apassionato
è tutto

tutto quello che non ho la vera capacità d’essere
e
quello che succede da sempre:
è stato
nulla

e  non lascia spazio per diventare quello che davvero sono

questo tuffo mio è um proiettile vagante
in mezzo alla nebbia di me stessa

e io non trovo l’obiettivo  dentro
 neanche  fuori di me

meglio sparare in ària
scoppiare
tuffare in questo abissi di certezze
d’ essere in corsa tra le barriere stradali della vita
per fermare  nelle l’incertezze
meglio sarebbe non esistere
non desiderare più

Io non volevo
Molto
Davvero quello che volevo era quase niente

La speranza
Di pazzamente
Amarti
( semplice così )

E in me
per um attimo
Farti
 Trovarsi
 come mai
( e reciprocamente essere trovata e amata pazzamente per te)

Il tutto
che
 c’è 
in
questo
tutto
è
solo
 niente di niente

ma
questo tutto

crede
che
Io e te
Potessi
Diventare
semplicimente

NOI

Però  
sono nulla
E nulla sarò
E così
Da sempre
Nulla saremmo

Mi sono persa

Nel tutto che ancora resta di me
nel vuoto
che esistono 
in quello che sono

si  avessi  forze
gridava solo per te
venire da me

vieni
a
prendere cura
di me

e come la gente com famme che  andano nella metro
ti pregherei

“aiuto, aiuto ...per favore aiuto signore”

vedì
questa sono io ora

in pezzi

ma sono anche
quello
pezzo troppo bello 
che rivelassi
in me
quindi
solo um pezzo in più

per me  ancora
sei tutto
e io il tutto che sono diventata per te
la
purezza
piena di colori
chiara
cristallina
illuminata
fantastica

A.D.O.R.A.B.I.L.E.

e
superlativa
in tutti gli effetti

Il vuoto che va da me 
Vuole diventare
Più
che
tutto
in
Te

Però
Temo che tutto
Quello che sono
Finisce
Per
Trasformarsi
In
Nulla

Nei confronti
con quello
che
sei

perchè tu sei più di me


non sono
non sei
e quiza
niente saremmo
e
ora
tuffo
um altra volta
e nuoto
in questo oceano
a
cercare
Il pezzo
Del’orizzonte
Che voglio qualche giorni trovare

Questo
Tutto
gigantesco
Cielo
Mio
Che
In me
Sei
...


(Stella
cometta
Tuo safe harbor
È il vuoto
Di questo blu
Che non sei più capace di vedere)

Ostinatamente
Insisto
raggiungere

A nuoto
Vuota
Um altra volta
.
.
.
Tuffo
.
.
.
In questo
Letto di rose
In questo mare
Dei
Sogni  semplice
Che vanno
In  me stessa
...
Tutto
Inseguirà

Niente
per
 un
altra  volta
comincierà

vuota

nuota

stia sicura
arriverà
il giorno
dove
avrai
la
Capacità
di
tutto
Raggiungere
...
E la tua fortuna verrà

Tutto
Niente
Siamo
solo
L ‘utopia

Lo sapevi già?


















segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Meu nome é UTOPIA




Hoje queria ter acordado com as esperanças renovadas de quem acorda no ano novo...
mas de novo...
nada...
tudo 
já não é

tenho pensado ultimamente que  o amor não é para mim 
as ilusões e utopias sim

e vivo-as para não parar de andar
para não cessar meu mergulho
para colorir o mar
de meu orgulho

mas se o amor não é para mim 
o que será então?
nada?
tudo?

o dinheiro 
não tem sido para mim

 a maternidade também não é
não foi 
para mim

e assim
o é ???
Nada é?

Minha arte...
só?


nunca quis as coisas fáceis
nem meu nome é fácil e rápido 
de se entender

e tem dias que acho que a vida não é fácil também 
nem será


o medo não é para mim
mas a coragem tão pouco

tudo não é para mim
e o que achava já ser tanto
quase tudo

por instantes me leva a crer 
que também não pode 
ser para mim

(iludida
a única coisa que te resta é a realidade 
vazia 
do nada do cotidiano
que insiste em estar 
em tudo)



se nada
nem tudo 
nem o meio termo 
o meio do caminho
é para mim
...

o que pode ser?

peco 
por ser 
verdadeiramente
tudo 
que levo em mim

e ser assim
tão clara 
tão transparente 

é arriscar-se 
a ser vista 
como indecente

Não sou 
santa nem puta

não sou nada 
e seguirei 
sendo nada

e o nada em mim
é sempre 
um tudo revirado
transbordante 
equivocado 
apaixonado

tudo
tudo é só o que eu não posso ser

nada é o que 
tem sido
e o que não me deixa ser além do que sou

meu mergulho é uma bala perdida 
no nevoeiro de mim mesma

e eu não encontro o alvo dentro nem fora de mim

melhor seria dar um tiro para o alto

mergulhar no abismo das certezas
do que correr nesta estrada acidentada 
de incertezas
melhor seria não ser
melhor seria
nada querer

eu não queria 
muito
era quase nada o queria
a esperança 
de 
loucamente
te
amar

de em mim por instantes
te fazer
encontrar

 o tudo deste nada
acredita
que 
eu e tu
pudesse
ser
apenas

nós

mas nada sou 
e nada serei
e assim
nada seremos

sigo aqui

perdida

no que resta
no tudo deste nada
que eu sou 
e seguirei sendo

se tivesse forças eu 
gritava
só para ti
vir aqui me socorrer

cuidar 
do pedaço bonito
que desvendasse
em meu ser


meu tudo 


 pureza 
colorida 
clara 
cristalina 
iluminada
fantástica
adorável

e
superlativa
em todos
os efeitos

meu nada 
quer ser
mais
do
que
tudo
em ti

mas 
temo que tudo
que sou
acabe de transformar-se 
em 
nada
diante 
de teu 
ser


Não sou 
não és 
e quizá
nada seremos

e mergulho
de novo
a nado 
pelo oceano
a
procura
do pedaço 
de horizonte
que quero um dia encontrar

este
tudo
meu 
 céu 
gigante 
que 
em mim 
és 

...

e
eu
estrela
errante
...

teu porto seguro
é o nada
deste 
tudo azul
que já não vejo

e  teimosamente
vou insistir em
alcançar

a nado
de novo
mergulho
no
do mar de rosas
dos
singelos sonhos
de mim mesma

...

E
tudo
segue sendo
nada

para
de
novo
recomeçar

NADA
um dia
o tudo
hás
de
alcançar
...

...














sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Abandono



Uma voz no meu ouvido
Palavras que não lembro ao certo
abandono
corpo
alma
e razão
e mergulho
no nada sei
que aceitei...

MEDO


eu que sempre tenho sido
a certinha
a boa filha
a aluna exemplar
a atriz disciplinada
eu que tenho escrito sem erros de português
eu que tenho organizado
até meus sonhos em caixinhas
que tenho separado o lixo
que tenho reciclado
papel
eu


eu que sempre tenho sido
a heroína corajosa 
da história sem fim
de mim mesma
onde o mocinho não chega nunca para me salvar

eu
abandonei
a coragem
o medo
e me entreguei
as sensações

mas depois
o vazio
a distância

fazia tempo
que não me sentia
assim
nua
crua
na plenitude de mim
na solidão quieta
de meu mundo
que não é só meu


um abraço faria tão bem

Que
abandono
que sensação
Serei louca?
Não
não é isso
Você não me entendeu!

Minha loucura
é outra
bem outra
é de vida que
eu falo
despreendimento
seu moço

ei
ei você!
ei seu moço

Será que mergulhamos juntos e você não me entendeu?

ei você aí
eu não sou louca viu

quer dizer
sou sim!

mas não esta espécie de louca
que você está pensando

eeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
ei seu moço
acabo de mergulhar
e depois do mergulho
não há mais volta

eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
estou vendo
ainda
seus gestos


eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
estou aqui
sonhando
que era sonho

eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
já decorei o seu olhar
cada expressão

temendo o fim
decorei tudo
com medo
que sonhos
virem pesadelos

meu olhar decorou o seu

EI SEU MOÇO
NAO QUERO DESISTIR
EM MEIO AO MEU E  AO SEU MERGULHO
DEU PARA ENTEDER
OK???????????????????

NÃO SÃO AS AVENTURAS QUE ME MOVEM SÃO OS SONHOS
E O DESEJO DE TRANSFORMÁ-LOS EM REALIDADE

e
eu
 estou
tentando
só para você
ser eu
sem medo
dos outros

e de seus juízos
e de seus cuidados
e de seus ciúmes

Não me abandone assim
em meio a este caos
DE MIM MESMA
o perigo é bem outro
não sou eu

eu vejo no fundo do seus
olhos

o tamanho de sua carência
o medo de aceitar sua  loucura


abra seu mar de sonhos
(só para mim)
para que também eu possa
mergulhar em ti
IN-FI-NI-TA-MEN-TE
FAN-TAS-TI-CA-MEN-TE
deixe de lado
suas exigências
para apenas viver
o que eu sei
vai ser bom
sem fim

não finja
que não quer
que tudo
é só uma brincadeira
passageira

por que não
é
não diga
que o amor
e tudo mais
precisa também ser agendado
anotado
para não ser esquecido

não tente adiar
seu desejo
no abandono de seu sonho
de sua vontade

assim no meio do mergulho maravilhoso

eu
você
e outras coisas


eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
seu moço
abandone sua superficialidade
você não é só esta máquina
que pensa ser


eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
moço bonito

ei você
me escuta!

Estás me ouvindo
estás me entendendo?
estou gritando para você
acordar

eu já mergulhei
não tem volta
mas pode ter
mas vai
doer
doer
doer

apnéia
falta de ar

e se doer em mim
doerá também em você
e eu não quero te ver sofrer
que sofra eu
como sempre sofri
como já me acostumei

ouve o que eu li na sua alma
no fundo do mergulho que dei
nos seus profundos
olhos brilhantes

eu vi
não fuja
não adie
não tema
não corra
não morra
em si
admita de uma vez
não se engane

pode sim acontecer
também com você
não tema

seu olhar
já me disse
a paixão de seu mergulho
não é só carnal
o brilho do seu olhar
não é apenas casual

e você é muito mais
do que acostumou-se a ser
abandone-se também

mergulhe
e veja
que também sua loucura
não é tão má assim

e como eu...

ah seu moço
(bonito)
se permita abandonar

mergulhe
sem fim(não tema)em mim

pois
eu acabo de me abandonar
em você


Não sou louca
sou só despreendida

 abandonada

assim

acabo de me despreender
e me grudar
ainda mais em você

basta agora você perceber...